| Alguns dos mais importantes nomes da história do teatro brasileiro marcam presença na nona edição da revista CAL Digital. Augusto Boal, que morreu recentemente, evoca o início e os marcos do Teatro de Arena, do qual foi um dos principais representantes (ao lado de José Renato, Gianfrancesco Guarnieri e Oduvaldo Vianna Filho), e algumas das vertentes que desenvolveu, como o Teatro do Oprimido. O começo do primeiro semestre da CAL foi coroado com a presença de Laura Cardoso, convidada para ministrar a aula inaugural. Na ocasião, relembrou dos primeiros anos da carreira, no rádio, dos primórdios da televisão no Brasil e do percurso que desenvolveu no teatro, destacando a parceria que firmou com o diretor Antunes Filho a partir da montagem de Plantão 21, sua estreia nos palcos. Dina Sfat, uma das atrizes brasileiras de ponta, falecida há 20 anos, tem sua marcante trajetória na televisão lembrada por Hermes Frederico. A revista também abre espaço para artistas de peso que se destacaram no panorama teatral carioca nos últimos meses. São os casos de Cleyde Yáconis, protagonista de O caminho para Meca, texto de Athol Fugard, Vera Holtz, responsável pela direção (ao lado de Guilherme Leme) da elogiada encenação de O estrangeiro, de Albert Camus, e Kelzy Ecard, que se arriscou num monólogo simpático, intitulado Meu caro amigo, de Felipe Barenco, no qual interpreta uma fã inveterada de Chico Buarque. As Dicas reúnem acontecimentos de relevância inegável: os eventos relativos aos 50 anos da morte de Villa-Lobos, um panorama dos bailarinos e coreógrafos brasileiros que vêm se destacando em cenário internacional, a exposição apresentada pelos gêmeos Gustavo e Otávio Pandolfo, a publicação de O Teatro da Morte, de Tadeusz Kantor, o lançamento de 12 caixas de DVDs, reunindo 38 exemplares da fase do Cinema Marginal brasileiro, e o percurso de mais de 30 anos travado pelo grupo gaúcho Ói nóis aqui traveiz, que apresentou, recentemente, no Rio de Janeiro, o espetáculo de rua O amargo santo da purificação. No espaço crítico, os alunos assistiram a duas das mais comentadas montagens em cartaz no Rio de Janeiro: Hamlet, na versão de Aderbal Freire-Filho, com Wagner Moura interpretando o personagem-título, e In on it, texto de Daniel McIvor, que chega ao palco sob a direção de Enrique Diaz, com Fernando Eiras e Emilio de Mello no elenco. Já os alunos do Núcleo Jovem responderam a perguntas relativas ao processo de trabalho nas encenações de Pippi meia longa (de Astrid Lindgren), Os meninos da Rua Paulo (Forenc Molnar), Malandragens de Escapino (Molière) e Auto da Compadecida (Ariano Suassuna), oportunidade em que avaliam o espaço privilegiado que o teatro começa a tomar em suas vidas. Divirtam-se!
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