| DICA DE LIVRO Resultado de pesquisa de doutorado de Heloisa Lyra Bulcão, o livro (DP e Alii) traça um panorama abrangente da trajetória do diretor e cenógrafo Luiz Carlos Ripper. Traz à tona parte da sua formação na gloriosa Universidade de Brasília (UnB), projeto interrompido pela ditadura militar; a parceria com cineastas como Nelson Pereira dos Santos e Carlos Diegues em filmes nos quais exerceu a função de diretor de arte; a proximidade com a geração do Teatro Ipanema, assinando a cenografia de espetáculos emblemáticos da casa, como Hoje é Dia de Rock (1971); a jornada como encenador em espetáculos como Avatar (1974), El Dia que me Quieras (1977) e Rosa Tatuada (1985); e o trabalho como professor, atividade exercida no curso profissionalizante da CAL. DICA DE TEATRO Encenada por Luís Antonio Martinez Corrêa em 1978, Gabriel Vilella em 2000 e pela dupla Charles Möeller/Claudio Botelho em 2003, Ópera do Malandro ganha nova montagem a cargo de João Falcão, em comemoração aos 70 anos de Chico Buarque e aos 20 anos da Sarau Agência, idealizadora do projeto. Depois de quatro sessões no Theatro Municipal, o espetáculo desembarca no Theatro Net Rio com a mesma composição da encenação anterior de Falcão, Gonzagão – a Lenda: uma única atriz em meio a um grupo de atores. Enquanto a atriz (Larissa Luz) surge como João Alegre, os atores ficam encarregados de interpretar os personagens masculinos e femininos da obra original, centrada na trajetória do contrabandista Max Overseas, que se casa com Terezinha, filha de Fernandes de Durán e Vitória Régia, casal que detém uma rede de bordéis na Lapa da década de 1940. DICA DE CINEMA Novo e bem-sucedido exemplar da filmografia personalíssima do cineasta americano Wes Anderson, O Grande Hotel Budapeste encanta pela expressiva utilização das cores, pela direção de arte e pela escalação do elenco que inclui nomes prestigiados como os de Ralph Fiennes, Tilda Swinton, Tom Wilkinson, Jude Law, F. Murray Abraham e Adrien Brody. Todos se engajam para contar, em ritmo acelerado, a história de Moustafa, mensageiro do hotel Budapeste do título que, juntamente ao gerente Gustave, passa a ser perseguido pelo perverso filho de uma das hóspedes, recentemente falecida. Escorado em Stefan Zweig, Anderson imprime a atmosfera melancólica de um saudoso mundo que praticamente não existe mais. DICA DE ARTES PLÁSTICAS A exposição, em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, reúne 150 obras (80 desenhos e gravuras, 29 pinturas, documentos, fotografias) do pintor catalão. Paralelamente, o CCBB traz uma mostra de filmes surrealistas. Intitulada Surrealismo e Vanguarda, a mostra, em cartaz até 11 de agosto, conta com títulos como Um Cão Andaluz (1928), de Luis Buñuel (com roteiro de Dalí), A Idade do Ouro (1930), de Buñuel, Entr’acte (1924), resultado da colaboração entre René Clair e Francis Picabia e alguns de Man Ray - Le Retour à la Raison (1923), Le Etoile de Mer (1928) e Les Chutes des Mystères du Chatêau do Dé (1929). |