| Sergio Fonta resgata, no livro Um Salto para Dentro da Luz (editora Imprensa Oficial), a trajetória do ator Rubens Corrêa (1931-1996), com destaque para seu vínculo com O Tablado e a fundação, ao lado de Ivan de Albuquerque e Leyla Ribeiro, do Teatro do Rio, posteriormente rebatizado de Teatro Ipanema. O Ipanema fez história no teatro carioca. Foi inaugurado com uma montagem de O jardim das cerejeiras, de Tchekhov, em 1968. Em sintonia com o ímpeto libertário da época, produziu sucessos como O arquiteto e o imperador da Assíria, de Fernando Arrabal, A China é azul, de José Wilker, e, principalmente, Hoje é dia de rock, de José Vicente, símbolo do espírito de comunhão presente no início da década de 70. Rubens Corrêa ainda fez trabalhos bem importantes no teatro, a exemplo de sua interpretação para Molina, personagem de O beijo da mulher aranha, de Manuel Puig, e Artaud, solo que permaneceu anos em cartaz. No livro, Sergio Fonta aborda ainda as jornadas do ator na televisão e no cinema. |